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  • Rafael Moura

Time de futebol de cegos da ADEF intensifica treinos visando a principal competição nacional da moda


Foto: Lucas Rodrigues/ADEF

Com a classificação garantida no Regional Centro-Norte em junho no Pará, a equipe patrocinada pela Loterias Caixa quer fazer bonito no Brasileiro em novembro em São Paulo.


A rotina dos jogadores de futebol de cegos da Associação Desportiva de Futsal do Distrito Federal (ADEF) é dura. Trabalhadores que durante o dia lutam pelo sustento da família e três vezes na semana, eles seguem para o Centro Interescolar de Ensino (CIEF) para treinar em busca de um sonho: trazer a sonhada medalha para o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro que será disputado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, de 5 a 13 de novembro.


Para garantir a vaga no torneio nacional, os jogadores tiveram que disputar a seletiva em Belém. Além da medalha de bronze, eles carimbaram a classificação.


Um dos atletas que se destacaram pela equipe do Distrito Federal foi o ala esquerdo Leandro Martins. O jogador nasceu com uma doença chamada retinose pigmentar que fez ele perder a visão gradativamente até o deixar o atleta cego total aos 20 anos.


Leandro sempre foi atleta e migrou do atletismo para o futebol em 2014. Desde então, o jogador segue a sua rotina de trabalhar e jogar. Com a idade mais avançada, ele tem o desejo que o projeto da ADEF permaneça por muito tempo para que seja feita a renovação dentro da modalidade em Brasília.


“Hoje o projeto conta com o patrocínio da Loterias Caixa e com isso temos a infraestrutura necessária para fazer as nossas atividades e fomentar a base com a escolinha. O meu maior sonho é que a gente consiga garimpar garotos para seguir desenvolvendo o futebol de cegos em Brasília” afirmou.


Foto: Lucas Rodrigues/ADEF

Outro jogador que mereceu os elogios do treinador Marcelo Ottoline foi o ala direito Jefferson Cavalcante. Ele nasceu com uma doença genética chamada Doença de Stargardt que prejudica a retina e quando ele tinha 18 anos, fez com que começasse a perder a visão. Hoje, aos 25, está praticamente cego total e é no futebol que ele mantém os seus sonhos vivos.


“Meu sonho é conquistar muitos títulos ainda. Já fui campeão Regional uma vez e quero conquistar o título do Brasileiro também. A nossa seleção está recheada de grandes jogadores, mas trabalho para um dia eu vestir a camisa do Brasil”, ressaltou.

O time de futebol de cegos da ADEF treina todas as segundas, quartas e sextas-feiras das 18h às 20h no CIEF na 907 sul.


Com o patrocínio da Loterias Caixa e o apoio do Governo Federal, o projeto do paradesporto da ADEF tem acesso aos equipamentos necessários, acompanhamentos de nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, uniformes para treinos e jogos.


Por: Rafael Moura

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