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  • Rafael Moura

ADEF faz pioneirismo no Centro-Oeste lançando time de futebol de cegos feminino


Foto: Lucas Rodrigues/ADEF

Com grande tradição no futsal feminino, a Associação Desportiva de Futsal do Distrito Federal (ADEF) abraçou o paradesporto neste ano conquistando a medalha de bronze no Regional Centro-Norte em junho, no Pará, e agora traz mais uma novidade com o primeiro time de futebol de cegos feminino do Centro-Oeste.


No Brasil, a Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), entidade que cuida da modalidade, tem conhecimento de uma equipe de futebol de cegos feminino treinando em São Bernardo (SP), sendo a ADEF-DF a segunda do país.

Como a ADEF é uma entidade que tem a sua prioridade o trabalho com mulheres, com a chegada do paradesporto, a diretoria já planejava as atividades no feminino, mas sem o calendário de competições houve uma dificuldade inicial.


Quem comandará o projeto das meninas é o treinador Marcelo Ottoline acumulando a função do time masculino. O professor atua com o futebol de cegos desde 2009 e está entusiasmado para o novo projeto.


“Essas meninas estão fazendo história ao abrir portas aqui em Brasília e no Brasil. A nossa ideia é divulgar cada vez mais o futebol de cegos feminino para que juntos a gente consiga construir um calendário, criar competições. Demos o primeiro passo”, afirmou.

Os treinos serão realizados todas às terças-feiras, às 18h, no Centro Interescolar de Esportes (CIEF) em um grupo formado por seis meninas. Algumas delas já praticaram outras modalidades como o goalball, outras estão tendo contato com atividade física pela primeira vez.


“É um trabalho leve, sem cobrança. Primeiro a gente faz um treino educativo sem a bola, para elas terem percepção de espaço e ganhar confiança e depois a gente faz atividades com bola. Para o primeiro treino eu fiquei muito feliz pelo desempenho delas, pelo interesse, e espero que mais meninas venham treinar com a gente”, disse.


Uma das jogadoras do projeto é a Tatiane Mendes, 36. Ela nasceu prematura e por causa da retinite pigmentosa acabou perdendo a visão. Sorridente por estar envolvida novamente com esporte, ela teve um bom desenvolvimento nos treinos e promete trazer mais atletas para promover o futebol.


“Reencontrar com amigas e pessoas que eu gosto jogando futebol foi um grande prazer. Não imaginava que iria participar novamente de um projeto esportivo e agora toda semana, sem falta, estarei presente”, ressaltou.

Foto: Lucas Rodrigues/ADEF

O paradesporto da ADEF conta com o patrocínio da Loterias Caixa e o apoio do Governo Federal. O projeto permite a aquisição de equipamentos necessários, acompanhamentos de nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, uniformes para treinos e jogos.

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